Centro de Ciências Sociais e Educação
Curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais - Biologia
Núcleo Universitário de Marabá
Francisco Jardel De Oliveira
Inclusão:O Ensino de Ciências na Sala de Recursos Multifuncional de uma Escola da Rede Municipal e de Ensino Público da Cidade de Marabá – Pará.
Marabá
2011
Francisco Jardel de Oliveira
Inclusão: O Ensino de Ciências na Sala de Recursos Multifuncional de uma Escola da Rede Municipal e de Ensino Público da Cidade de Marabá - Pará
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do grau de Licenciatura Plena em Ciências Naturais - Biologia pela Universidade Estadual do Pará. Orientadora: Maria José Costa Faria.
Marabá
2011
Francisco Jardel de Oliveira
Inclusão: O Ensino de Ciências na Sala de Recursos Multifuncional de uma Escola da Rede Municipal e de Ensino Público da Cidade de Marabá - Pará
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do grau de Licenciatura Plena em Ciências Naturais - Biologia pela Universidade Estadual do Pará. Orientadora: Maria José Costa Faria.
Data da aprovação: _____ / _____ / _____
Banca Examinadora
______________________________ - Orientadora
Maria José Costa Faria
Especialista em psicopedagogia
_______________________________________
Maria do Rosário Silva Davanço Morreto
Especialista em Saúde Pública
_______________________________________
Mirian Rosa Pereira
Especialista em psicopedagogia
Dedico aos meus pais Raimundo Jarbas de Oliveira e Maria de Fátima de Oliveira.
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, pois se não fosse por ele este sonho não teria se concretizado. Aos meus pais, que a sua maneira não somaram esforços para que tivesse uma boa educação e que me deram sempre apoio nestes quatro anos.
Aos meus amigos e amigas: Patrícia Toscano, Carmen Gomes, Leda Maira, Túlio Fontana, Simone, Márcia Figueiredo, Leonardo Sávio, que sempre estiveram comigo cada um me ajudando a sua maneira, onde se não fosse por eles não teria chegado até aqui.
Aos professores que passaram por esta trajetória onde alguns me servem e servirão de exemplo.
A todos os meus colegas de curso que também fazem parte desta conquista especialmente Maiana Maia, Gabriela Andrade, Fabiana Nascimento, a minha querida amiga que foi como ma mãe para dona Socorro, Simone Vasconcelos (in memorian).
Aos meus queridos colegas de trabalho que sempre estavam pronto a me ajudar especialmente o professor Luiz Gonzaga, e a minha querida e grande amiga Ivanete Figueira.
E um agradecimento especial, á minha orientadora, Prof.ª Maria José Costa Faria, pela atenção, pelos ensinamentos e por me orientar na concretização de um trabalho que faz tanto sentido para mim e que com certeza me proporcionou um grande crescimento pessoal e profissional. Em fim, obrigado a todos que torceram por mim.
A Educação qualquer que seja ela é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática.
Paulo Freire
RESUMO
OLIVEIRA, Francisco Jardel de. Inclusão: O Ensino de Ciências na Sala de Recursos Multifuncional de uma Escola da Rede Municipal e de Ensino Público da Cidade de Marabá – Pará. Universidade Estadual do Pará, Marabá 2011.
Este trabalho de cunho exploratório e teve como objetivo geral Identificar o processo de ensino aprendizagem aplicado na educação inclusiva na sala de recursos multifuncional de uma Escola da Rede Município e de Ensino Público da cidade de Marabá - Pará, sintetizando a história da Educação Especial que começou a ser traçada no século XVI, porém somente a partir da década de 70 nos países Escandinavos é que foram estabelecidas suas bases. No Brasil a Educação Inclusiva veio ter importância em 1994 com a Declaração de Salamanca. Em Marabá o processo de inclusão teve seu inicio no ano 2000 com a elaboração do projeto “Escola Inclusiva”, sendo executado no ano de 2001. No decorrer deste processo surgiram diversos questionamentos, buscou – se entender os tipos de limitações chegando a concluir que (Deficiência: corpo com lesão) e (Deficiente: o que é impossibilitado de fazer algum tipo de movimento no que se refere a atos do seu cotidiano. A pesquisa Inclusão: O Ensino de Ciências na Sala de Recursos Multifuncional de uma Escola da Rede Municipal e de Ensino Público da Cidade de Marabá – Pará, foi realizado por meio de entrevistas e observações enfatizando como é trabalhado o ensino de ciências na sala de recurso para crianças com limitações, analisando o interesse dos alunos com deficiência na sala de recursos, quanto à utilização de materiais didáticos como instrumentos de auxílio no ensino de Ciências; saber quais são os tipos de deficiências,mostrar as propostas de trabalho apresentada pela SEMED, para cada tipo de limitação;dando idéias ao professor, no sentido de tornar suas aulas mais dinâmicas. Em suma,por ser pouco trabalhado o Ensino de Ciências compreende – se que os alunos enfrentam grandes dificuldades em desenvolver suas compreensões e aprendizados na disciplina devido a falta de conhecimento dos profissionais em proporcionar uma aula mais dinâmica e abrangente aos conhecimentos dos mesmo.
Palavra Chave: Inclusão, Educação Especial, Ensino de Ciências.
ABSTRACT
OLIVEIRA, Francisco Jardel of. Inclusion: Education of Sciences in the Room of Multi-functional Resource of the School of the Municipal Net and of Public Education of the City of Marabá - Pará. State university of Pará, Marabá 2011. This work of exploratório matrix and had as objective generality To identify to the process of education learning applied in the inclusive education in the room of resource of a School of the Net City and of Public Education of the city of Marabá, synthecizing the history of the Special Education that started to be traced in century XVI, however from the decade of 70 in the Scandinavian countries it only is that its bases had been established. In Brazil the Inclusive Education lode to have importance in 1994 with the Declaration of Salamanca. In Marabá the inclusion process had its beginning in the year 2000 with the elaboration of the project “Inclusive School”, being executed in the year of 2001. In elapsing of this process diverse questionings had appeared, searched - to understand the types of limitations arriving to conclude that (Deficiency: body with injury) e (Deficient: what it is disabled to make some type of movement with respect to acts of its daily one. The research . Inclusion: Education of Sciences in the Room of Multi-functional Resource of the School of the Municipal Net and of Public Education of the City of Marabá – Pará, was carried through by means of interviews and comments emphasizing as the education of sciences in the room of resource for children with limitations is worked, analyzing the interest of the pupils with deficiency in the room of resources, how much to the use of didactic materials as instruments of aid in the education of Sciences; to know which they are the types of deficiencies, to show the proposals of work presented for the SEMED, for each type of limitation;giving ideas to the professor, in the direction to become its more dynamic lessons. In short, for little being worked Ensino de Ciências it understands - that the pupils face great difficulties in developing its understanding and learnings in the lack of knowledge of the professionals in providing a more dynamic and including lesson to the knowledge of exactly is disciplined due.
Word Key: Inclusion, Special Education, Education of Sciences
INTRODUÇÃO | 11 | |
1. | SOBRE A EDUCAÇÃO ESPECIAL | 12 |
1.1 | O MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO | 13 |
2 | A EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA: O QUE SE ENTENDE POR EDUCAÇÃO INCLUSIVA? O QUE É DEFICIÊNCIA? QUEM SÃO OS ALUNOS QUE DEVEM SER INCLUÍDOS? | 17 |
2.1 | O QUE SE ENTENDE POR EDUCAÇÃO INCLUSIVA? | 18 |
2.2 | O QUE É DEFICIÊNCIA? | 19 |
2.3 | QUEM SÃO OS ALUNOS QUE DEVEM SER INCLUIDOS? | 21 |
3 | CONHECENDO AS DEFICIÊNCIAS | 23 |
3.1 | DEFICIÊNCIA AUDITIVA (DA) | 23 |
3.2 | DEFICIÊNCIA FÍSICA (DF) | 23 |
3.3 | DEFICIÊNCIA MENTA (DM) | 23 |
3.4 | DEFICIÊNCIA VISUAL (DV) | 24 |
3.5 | DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA (DM) | 24 |
4 | PROPOSTA DA SEMED PARA TRABALHAR COM AS DEFICIÊNCIAS EM SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS, DE ACORDO COM O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA | 25 |
5 | A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E O ENSINO DE CIÊNCIAS | 29 |
6 7 | METODOLOGIA RESULTADOS E DISCURSSÕES | 33 36 |
REFERENCIAS | 38 | |
APÊNCICE ANEXOS | 41 43 | |
INTRODUÇÃO
No Brasil a Educação Inclusiva veio se destacar em 1994 com a Declaração de Salamanca considerada o mais importante marco mundial no que se refere à filosofia da educação inclusiva.
Na década de 90, já estava mais que obvio que a educação inclusiva precisava de ajustes e determinadas mudanças nas condições de adaptações para incluir os alunos com deficiência nas escolas regulares de ensino. Neste sentido, através deste trabalho de conclusão de curso, elaborou – se alguma alternativa que possam indicar novas metodologias para se trabalhar o ensino de ciências na sala de recursos multifuncional de uma escola da rede municipal de ensino público da cidade de Marabá. Este trabalho e de relevância educacional, social, intelectual e cientifica no que se refere às relações de ensino e aprendizagem na área das ciências naturais, nos ambientes das salas de recursos multifuncional, pois, percebe – se as inúmeras possibilidades de ampliar o campo de pesquisas na educação inclusiva.
Este trabalho de cunho exploratório teve como motivo de pesquisa a Identificação do processo de ensino aprendizagem aplicado na educação inclusiva na sala de recursos multifuncional no que se refere ao ensino de ciências. Na metodologia utilizou – se como instrumento de coleta de dados entrevistas e aplicação de questionários semi – estruturados junto a equipe de coordenação de educação especial, assim como na sala de recursos da escola pesquisada. A luz de varias teorias que fundamentaram esta pesquisa destacamos os estudiosos Débora Diniz, Romeu Sassaki entre outros.
Este trabalho estar organizado em capítulos nos quais encontraremos as seguintes abordagens: no capítulo 1 é apresentado um breve histórico sobre a educação especial; no capítulo 02 discute - se a educação especial inclusiva: o que se entende por educação inclusiva. O que é deficiência? Quem são os alunos que devem ser incluídos; o capítulo 3 apresenta e caracteriza os tipos de deficiências, o capítulo seguinte apresenta a proposta pedagógica de acordo com o Ministério da Educação e Cultura/MEC, que a Secretaria Municipal de Educação de Marabá trabalha nas salas de recursos da rede; o capítulo 5 aborda o ensino de ciências caracterizando o ambiente pedagógico nas salas de recursos. E por fim, o capítulo 6 descreve a metodologia utilizada para coleta de dados da pesquisa e o último capítulo apresenta os resultados e discussões.
1. SOBRE A EDUCAÇÃO ESPECIAL
A história da educação especial começou a ser traçada no século XV, com médicos e pedagogos que, desafiando os conceitos vigentes da época, acreditaram nas possibilidades de indivíduos até então considerados ineducáveis. Centrados no aspecto pedagógico, numa sociedade em que a educação formal era direito de poucos, esses precursores desenvolveram seus trabalhos em bases tutoriais, sendo eles mesmos os professores desses indivíduos assim tratados como especiais. Nesse período os ditos anormais eram acometidos ao infanticídio.
A partir do século XVII, os deficientes passaram a ser internados em orfanatos, manicômios, prisões e outros tipos de instituições, juntamente com delinqüentes, idosos e pedintes, ou seja, eram excluídos do convívio social, por causa da discriminação que então vigorava contra pessoas deficientes.
A sociedade tomou consciência das necessidades de prestar apoio às pessoas deficientes no final do século XVIII. Eram, porém um apoio com caráter assistencial oferecia – se a elas abrigo alimentação, medicamento e algumas atividades para ocupar seu tempo, onde esta concepção era respaldada no discurso de que era preciso protegê-las. Entretanto sabe – se que, na verdade elas eram consideradas um perigo para sociedade.
O século XX caracterizou – se pelo inicio da obrigatoriedade e da expansão da escolarização básica e, conseqüentemente, surgiram alunos que apresentavam algumas dificuldades para acompanhar o ritmo de aprendizagem dos demais. Rodrigues (2003, p.14) aponta que:
foi o movimento de escolarização universal conhecido como escola de massa que pôs em evidencia o caráter elitista e classista da escola tradicional como instrumento a serviço da divulgação e dos interesses e valores das classes dominantes.
Nesse mesmo sentido, Bautista Jiménez (1997, p.24) esclarece que: “a divisão do trabalho a educação nasce assim uma pedagogia diferente, uma educação especial institucionalizada, baseada nos níveis de capacidade intelectual e diagnostica em termos de quociente intelectual”.
Nesse período multiplicam - se as classes e escolas especiais, que representavam uma discriminação e rotulação social das crianças em função de suas deficiências. Essas escolas e classes tinham currículo próprio, separado do ensino regular, constituindo – se em um subsistema dentro do sistema educativo geral.
A concepção do atendimento por tipo de deficiência foi se fortalecendo e provocou uma proliferação de instituições especializadas, promovendo, mais uma vez, a segregação das pessoas com necessidades especiais do convívio com a sociedade. Por volta dos anos 70, um movimento denominado INTEGRAÇÃO, surgiu para pôr fim às praticas da exclusão a qual as pessoas deficientes foram submetidas durante algum tempo.
1.1 O MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO
Uma medida política que causou um grande impacto no que diz respeito à inclusão foi a Lei que assegurou educação publica para todas as crianças com deficiência promulgada em 1977 nos estados unidos (USA 1977), onde foi o marco para a criação do processo chamado de mainstreaming. No Brasil o termo mainstreaming (fluxo, corrente ou tendência principal) foi traduzido como integração. Segundo SASSAKI (1997), o movimento de integração referia – se a:
isenção da pessoa com deficiência no contexto educativo, desde que estivesse capacitada para enfrentar os desafios da escola. Nessa perspectiva, considerava – se que precisava ser tratada e curada para adaptar – se a sociedade e a escola. Por tanto esse movimento pressuponha um movimento unilateral, em que o esforço era apenas da pessoa com deficiência. A escola não precisava realizar nenhum movimento para receber esses alunos e, inúmeras vezes permaneciam como meros espectadores, lembrando sempre que eram oriundas de uma classe especial ou de outro serviço de educação especial. P 174.
Tal legislação se constituiu na base jurídica que definia a colocação de indivíduos com deficiência em alternativas minimamente restritivas, e que conseqüentemente, incentiva a implantação gradual de serviços educacionais na comunidade e desestimula a institucionalização.
Os princípios básicos da integração é a colocação seletiva de estudantes com deficiência na sala regular mais para isso tinha que obedecer aos seguintes critérios:
Preferência pelos serviços educacionais com o mínimo possível de restrição; Oferta de serviços educacionais especiais e regulares coordenados; e Promoção de situações escolares que favorecem a convivência com grupos sociais de idades equivalentes. (KIRK & GALLAGHER 1997, p 8)
Na lógica da igualdade, a escola tradicional procedia de acordo com a idéia de todos serem igual e que todos aprendiam ao mesmo tempo. Dentro dessa concepção, era proposto um ensino igual para todos e obrigava os alunos a se adaptarem ao sistema, sem qualquer preocupação com aqueles que ficavam a margem do processo de aprendizagem. Ainda em relação à integração, Sassaki (1997) destaca que:
essa fase foi marcada pela proliferação de classes especiais no interior das escolas comuns, com a utilização maciça dos testes de inteligência que buscavam identificar e categorizar os alunos, instituindo limitações e potencialidades cognitivas.(p.13)
A idéia de integração estar associada à utilização do conceito de necessidades educacionais especiais, esta atribuída aos movimentos sociais para a inclusão, seu objetivo principal é a educação dos alunos com necessidades especiais. Baseado na concepção de Rodrigues (2003) na lógica de heterogeneidade sabe-se que os alunos não apenas são reconhecidos quanto a sua deficiência, mas constituem um conceito de uma nova abordagem pedagógica onde não há lugar para a segregação.
Busca – se, portanto, um ensino de qualidade que separe a exclusão escolar por meio de ações pedagógicas que visem não apenas o acesso do aluno na escola, mas sua efetiva permanecia nela. E ainda segundo Stainbac Stainback, 1999. p.44):
O fim gradual das praticas educacionais excludentes do passado proporciona a todos os alunos uma oportunidade igual, para terem suas necessidades educacionais satisfeitas dentro da educação regular. O distanciamento da segregação facilita a unificação da educação regular e especial em um sistema único. Apesar dos obstáculos, a expansão do movimento da inclusão, em direção a uma reforma educacional mais ampla, é um sinal visível de que as escolas e a sociedade vão continuar caminhando rumo a práticas cada vez mais inclusivas.
A busca pela valorização das diferenças por meio das ações em prol da construção de uma escola capaz de trabalhar com a diversidade teve seu inicio no Brasil na década de 90 após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996).
O processo de inclusão tem caminhado muito lento em nossos pais e apresenta muitas diferenças, de acordo com cada região. Mas mostram resultados positivos, tanto para alunos com necessidades educativas especiais ou em suas famílias, como também para escola e a sociedade.
Contudo no decorrer deste capítulo os diversos questionamentos e a criação de diversas Leis que amparam a todos sem qualquer discriminação ou exclusão, na busca de uma igualdade para todos, ressaltado na Declaração dos Direitos Humano onde todos somos iguais em condições diferentes. Isso tudo é o confronto da intenção da igualdade e inclusão, com incoerência da realidade da qual ainda é por parte exclusiva.
Em “Marabá, a inclusão teve inicio no ano 2000, com a elaboração do projeto Escola Inclusiva” da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), sendo posto em prática no ano 2001, com o fim das classes especiais e a inclusão no ensino municipal dos alunos com limitações educativas especiais. Paralelo ao ensino regular, os alunos recebem atendimento nas salas de recursos multifuncional e também se necessário são encaminhados para os serviços ambulatoriais oferecido pela SEMED.
A inserção dos alunos na sala de recursos multifuncional tem como critério para atendimento a matricula desses alunos numa instituição regular de ensino. Os alunos que são hoje atendidos pelo programa passam por uma triagem diagnostica realizada por uma equipe de pedagogos e psicólogos e são posteriormente encaminhados para as salas de recursos.
2. A Educação Especial Inclusiva: O que se entende por educação inclusiva? O Que é deficiência? Quem são os alunos que devem ser Incluídos?
O Brasil, ao concordar com a Declaração Mundial de Educação para Todos, proclamada em 1990 em Jomtien, na Tailândia, que teve como objetivo a satisfação das necessidades básicas da aprendizagem, e com os postulados da Conferencia Mundial Sobre Necessidades Educacionais Especiais (acesso a qualidade), realizadas em 1994 em Salamanca, na Espanha, optou pela construção de um sistema educacional inclusivo, que teve como principal objetivo tratar dos princípios, políticas e das práticas a cerca das necessidades educativas especiais, esta declaração também defende a educação para todos, sem discriminar suas características pessoais, pois entende que cada pessoa tem sua forma de aprender. O conceito de Necessidades Educacionais Especial segundo essa Declaração não se reporta somente às pessoas com deficiência, mas a todos os indivíduos que necessitam de uma atenção educativa especial dirigindo o conceito para o âmbito educacional e focando o olhar para as necessidades individuas das pessoas e seu potencial de aprendizado.
A expressão necessidades educativas especiais refere-se a todas as crianças e jovens cujas necessidades decorrem de superdotação / alta habilidade ou de suas dificuldades de aprendizagem. (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994, p.18).
Dentro dessas perspectivas, salienta – se o conceito dado á Educação Especial pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação 1996 em seu artigo 58:
[...]
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela de educação especial.
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.
§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.
[...]
A educação especial constitui – se, portanto, como uma proposta pedagógica que assegura recursos a serviços para apoiar, complementar e substituir serviços educacionais tradicionais. Realiza - se transversalmente em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino para assegurar aos alunos com necessidades educacionais especiais as condições para ter acesso a escola e permanecer nela, assim como para desenvolver todas as suas potencialidades.
2.1 O QUE SE ENTENDE POR EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Trata – se de um movimento que compreende a educação como um direito humano fundamental e a base para uma sociedade mais justa e igualitária, que se preocupa em atender todas as pessoas a despeito de suas características, desvantagens ou dificuldades e habilitar todas as escolas para o atendimento da sua comunidade, concentrando naqueles alunos que têm sido mais excluídos das oportunidades educacionais.Na concepção de Macedo (2007, p. 11):
a educação inclusiva é uma educação democrática, comunitária, pois supõe que o professor saia da sua solidão, arrogância, falso domínio e tenha a coragem de dizer não sei, tenho medo, nojo, vergonha, pena, não respeito, quero aprender ou rever minhas estratégias pedagógicas, pois não consigo ensinar para certos tipos de criança, não sei controlar o tempo, não sei ajudar.
Nessa mesma perspectiva, Carvalho, (2000, p.2). Afirma que uma escola inclusiva é quando:
respeita as peculiaridades e as potencialidades de cada aluno, organiza o trabalho pedagógico centrado na aprendizagem do aluno, onde este é percebido como o sujeito do processo e não mais como seu objeto, e o professor torna – se mais consciente de seu compromisso político de equalizar oportunidades ,na medida que a igualdade de oportunidades envolve também,a construção do conhecimento,igualmente fundamental a instrumentalização da cidadania.
O direito ao acesso a escola e o compromisso de ampliação da responsabilidade da escola pública regular, como apoio especializados necessários, marca os diversos documentos políticos elaborados, e os compromissos assumidos pelo público nos últimos anos.
Quanto à rede privada, ou instituições especializadas, privada filantrópica tanto no âmbito nacional quanto estadual, merece destaque a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE fundada na década de 1950. Segundo a “federação das APAES” á instituição atende cerca de 2300 pessoas por ano. APAE (acesso em: 20/10/11).
2.2. O QUE É DEFICIÊNCIA?
Trata – se de um movimento que compreende a educação como um direito humano fundamental e a base para uma sociedade mais justa e igualitária, que se preocupa em atender todas as pessoas a despeito de suas características, desvantagens ou dificuldades e habilitar todas as escolas para o atendimento da sua comunidade, concentrando naqueles alunos que têm sido mais excluídos das oportunidades educacionais.Na concepção de Macedo (2007, p. 11):
a educação inclusiva é uma educação democrática, comunitária, pois supõe que o professor saia da sua solidão, arrogância, falso domínio e tenha a coragem de dizer não sei, tenho medo, nojo, vergonha, pena, não respeito, quero aprender ou rever minhas estratégias pedagógicas, pois não consigo ensinar para certos tipos de criança, não sei controlar o tempo, não sei ajudar.
Nessa mesma perspectiva, Carvalho, (2000, p.2). Afirma que uma escola inclusiva é quando:
respeita as peculiaridades e as potencialidades de cada aluno, organiza o trabalho pedagógico centrado na aprendizagem do aluno, onde este é percebido como o sujeito do processo e não mais como seu objeto, e o professor torna – se mais consciente de seu compromisso político de equalizar oportunidades ,na medida que a igualdade de oportunidades envolve também,a construção do conhecimento,igualmente fundamental a instrumentalização da cidadania.
O direito ao acesso a escola e o compromisso de ampliação da responsabilidade da escola pública regular, como apoio especializados necessários, marca os diversos documentos políticos elaborados, e os compromissos assumidos pelo público nos últimos anos.
Quanto à rede privada, ou instituições especializadas, privada filantrópica tanto no âmbito nacional quanto estadual, merece destaque a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE fundada na década de 1950. Segundo a “federação das APAES” á instituição atende cerca de 2300 pessoas por ano. APAE (acesso em: 20/10/11).
2.2. O QUE É DEFICIÊNCIA?
Para Diniz (2007 p. 96) em seu livro “o que é deficiência” ele a define como: “um conceito complexo que reconhece o corpo como lesão, mas que também denúncia a estrutura social que oprime a pessoa com deficiência”.
Um dos pioneiros no processo do modelo social da deficiência foi, Paul Hunt, Sociólogo e deficiente físico, que no Reino Unido, em 1972 sugeriu a primeira organização neste sentido. Ele publicou uma carta no jornal inglês, denunciando o confinamento dos deficientes em instituições e conclamando-os à formação de um grupo de discussão sobre suas próprias questões. Através desta carta quatro anos depois de sua publicação e que formou – se a Liga dos Lesados Físicos Contra a Segregação (UPIAS), que encabeçou uma resistência política e intelectual do modelo médico de compreensão da deficiência com os seguintes argumentos:
A UPIAS tinha três objetivos: o primeiro seria mostrar que o individuo podia ter lesões, mas não experimentar deficiência. Nesse caso, o individuo com lesão só experimentaria da deficiência se a sociedade em que ele está inserido não fosse sensível a sua diversidade corporal, isto é, não fosse capaz de fazer ajustes sociais, arquitetônicos e morais (DINIZ, 2007 p.97).
Diniz (2007), ainda sobre o objetivos da UPIAS ressalta que:
[...] a lesão seria a ausência parcial ou total de um membro, ou membros, organismo ou mecanismo corporal defeituoso e a deficiência a desvantagem ou restrição de atividade provocada pela organização social contemporânea que pouco ou nada considera aqueles que possuem lesões físicas e os exclui das principais atividades da vida social [...] (Diniz, 2007 p. 97).
A partir de então o modelo social da década de 1970 foi sendo difundido. Um grupo de pessoas deficientes criou um movimento de vida independente numa Universidade da Califórnia aos poucos seus ideais de inclusão social se expandiram pelos Estados Unidos e países da América Latina, inclusive contribuindo para a criação de várias associações no Brasil. E a caminhada em prol de uma sociedade inclusiva levou ao surgimento de um novo paradigma ao tratamento das questões que envolvem as pessoas com deficiência.
Desde o inicio das discussões sobre pessoas com lesões congênitas ou não congênitas buscou – se uma forma de definir o que é deficiência e como se referir as pessoas com algum tipo de limitação. Deficiência é um enigma que se experimenta, mais pouco se compreende. Compreende – se então, a deficiência como uma expressão da diversidade humana.
Ser velho é experimentar o corpo deficiente. E viver sob um ordenamento social que oprime o corpo deficiente. As pessoas ue cuidam de deficiência sofrem juntamente com a pessoa deficiente. A mulher grávida esta parcialmente deficiente os nove messes de uma gestação. Diniz (2007) ainda em seu livro sobre deficiência ressalta que:
Uma pessoa pode ter lesões sem experimentar limitações de capacidade como é o caso de alguém com cicatrizes de queimadura na face, por outro lado, uma pessoa pode ter apenas expectativa de lesões, e já experimentar limitações de desempenho e restrições de participação, por exemplo, alguém que conheça sua propensão genética para uma doença que só se desenvolverá na terceira ou quarta década de sua vida, como ocorre com a doença de Huntington. A mesma situação aplica – se a alguém com HIV positivo, porém assintomático. (Diniz 2007, p. 98).
É possível ainda imaginar uma pessoa com lesão e limitações de desempenho e limitações de atividades, mas sem lesões aparentes, ou seja, é possível uma pessoa ter problemas sem ter limitações de capacidades ou lesões e é possível ainda,uma pessoa ter limitações de capacidades ou lesões e adaptar-se ao meio em que vive, superando a sua própria lesão e incapacidade, tornando – se capaz de realizar suas atividades diárias normalmente.
Afirmar que deficiência é um estilo de vida não significa iguala – lá em termos políticos ou sociais, a outro estilo de vida. Há algo de particular no modo de vida da deficiência, que é o corpo com lesão. A CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, deficiência e saúde), usa o termo “deficiência”, para expressar multidimensionalmente resultante de interação entre as pessoas e seus ambientes físicos. Enfim ser deficiente é a impossibilidade de se fazer algo que seria corriqueiro e a qual está sujeito no seu dia – a – dia.
2.3 QUEM SÃO OS ALUNOS QUE DEVEM SER INCLUIDOS?
Nas ultimas décadas, inúmeras legislações foram aprovadas como objetivo de assegurar aos alunos o acesso ao sistema regular de ensino e sua permanência nele. Entre elas destaca – se a Constituição Federal de 1998; a Lei n.° 8.68/1990 que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente onde destaca – se que: § 1º. A criança e o adolescente portadores de deficiência receberão atendimento especializado. Lei n.°9.394/1996, que estabelece a Lei de Diretrizes e Bases Da Educação Nacional; a constituição nacional para eliminação de todas as formas de descriminação contra as pessoas portadora de deficiências, celebrada na Guatemala em maio de 1999; a Lei n.°10.172/2001, que aprovou o Plano Nacional de Educação 2011 – 2010; a Resolução n.° 2/2001 do Conselho Nacional de Educação, que instituiu as diretrizes nacionais para educação especial na educação básica.
A Educação Inclusiva recomenda que todos os alunos, independente de sua condição Físicas, mental, afetiva, sócio-econômica ou cultural, devem ser incluídos na escola regular, comum no mínimo possível de distorção idade-série.
Nunca o tema inclusão esteve presente na comunidade escolar como no século XXI. Cada vez mais profissionais estão percebendo o quanto é importante que as diferenças sejam respeitadas, que o diferente seja aceito, mas também acolhido, no sentindo da construção um novo cenário escolar. E não se trata apenas de inserir essas crianças com limitações na escola regular, isso nada mais é do que cumprir com a Lei. O que devemos fazer é oferecer serviços especializados didáticas diversificadas, adotando práticas criativas na sala de aula, adaptar os projetos pedagógicos, rever posturas e construir uma nova filosofia educativa. Aprender a conviver com as diferenças é um crescimento é dever de todos os envolvidos neste processo de continuo conhecimento.
3 CONHECENDO AS DEFICIÊNCIAS
Com base no documento oficial emitido pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED), EDIÇÃO 2006, sendo está em execução no decorrente ano, tem – se uma breve definição das deficiências e a sua proposta de adaptação, com potencias a serem desenvolvidas e ainda as sugestões metodológicas para os alunos especiais.
3.1 DEFICIÊNCIA AUDITIVA (DA)
É a perda bilateral, parcial ou total, de 41 decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500hz, 1.000 Hz, 2.00Hz e 3.000Hz (Decreto n.° 5.296/04, art.5° §1° e I “b” c/c Decreto 5.298/99, art. 4°, II.
3.2 DEFICIÊNCIA FÍSICA (DF)
É a alteração completa ou parcial de um ou mais segmento do corpo humano acarretando o comprometimento da função física, apresentando - se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, tetraplegia, tetraparesia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação de membros, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções. (Decreto n.° 5.298/99, art.4°, I).
3.3 DEFICIÊNCIA MENTAL (DM)
De acordo com o Decreto n.°3.298/99,alterado pelo decreto n.°296/04,conceitua – se como deficiência mental o funcionamento intelectual significativamente inferior á média,com manifestação antes dos 18 anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas,tais como: comunicação;cuidado pessoal;habilidades sociais;utilização dos recursos da comunicação;saúde e segurança,habilidades acadêmicas;lazer e trabalho.(Decreto n.°5.296/04,art.5°,§1°,I,”d”,e Decreto n°3.298/99,art.4°,I).
3.4 DEFICIÊNCIA VISUAL (DV)
De acordo com o Decreto n.°3.298/99 e o Decreto n.°5.296/04, conceitua – se como deficiência visual:
Cegueira – na qual a acuidade visual é com a melhor correção óptica;
Baixa visão – na significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somática da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60°; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.
Resultando a inclusão das pessoas com baixa visão a partir da aplicação do Decreto n.°5.296/04. As pessoas com baixa visão são aquelas que, mesmo usando óculos comuns, lentes de contato, ou implantes de lentes intra – oculares, não conseguem ter uma visão nítida. As pessoas com baixa visão podem ter sensibilidade ao contraste, percepção das cores e intolerância a luminosidade, dependendo da patologia causadora da perda visual.
3.5 DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA (DM)
É a associação da um mesmo individuo, em duas ou mais deficiências primarias (menta – visual), (auditiva – física), com comprometimento que acarretam atrasos no desenvolvimento global da capacidade adaptativa. De acordo com o Decreto n.°3.298/99, conceitua – se como deficiência múltipla a associação de duas ou mais deficiências.
4 - PROPOSTAS DA SEMED PARA TRABALHAR COM AS DEFICIÊNCIAS NAS SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS, DE ACORDO COM O MINISTERIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
As necessidades especiais não constituem um quadro único, igual para todos os alunos que apresentam tais necessidades. Essas necessidades podem se apresentar em diferentes níveis, desde as que se resolvem na interação com algum colega, até as que necessitam da interação do professor utilizado as adaptações curriculares como metodologia que são suportes significativos uma vez que estas orientam o trabalho pedagógico nas diversas categorias. Com base em documento do Ministério da Educação e Cultura/MEC, que compõe o conjunto dos Parâmetros Curriculares Nacionais, nos quais o Departamento de Educação Especial se baseia para formular sua proposta pedagógica para as adaptações onde existe salas de recursos multifuncionais nas escolas de marabá.
Segundo BRASIL (2000b, p.13-22) as adaptações para atender as necessidades especiais de alunos com surdez, são:
matérias e equipamentos específicos: prótese auditiva, treinadores de fala, tablado, softwares educativos específicos para o ensino de ciências, etc.; textos escritos complementando com elementos que favoreçam a sua compreensão: linguagem gestual, língua de sinais e outros;sistema alternativo de comunicação adaptados de comunicação leitura orofacial, gestos e língua de sinais;salas ambientes, para treinamento auditivo, de falar, rítmicos, etc.;material visual e outros de apoio, para favorecer a apreensão das informações expostas verbalmente.(op.cit)
No que se refere a alunos com deficiência física as adaptações curriculares enfatizadas neste documento são:
Sistema aumentativo ou alternativo de comunicação adaptados a possibilidade do aluno impedido de falar: sistema de símbolos (baseados em elementos representativos, em desenhos lineares, sistema que combinam símbolos pictóricos, ideográficos e arbritários,sistema baseados na ortografia tradicional,linguagem codificada),auxílios físicos ou técnicos(tabuleiros de comunicação ou sinalizadores mecânicos,tecnologia micro – eletrônica),e outros;Adaptação dos elementos materiais: edifício escolar (rampa deslizante, elevador, banheiro pátio de recreação, barras de apoio, alargamento das portas, etc.), materiais de apoio pedagógico (tesouras, ponteiras, computadores que funcionam por contato, por pressão ou outros tipos de adaptações);Deslocamento de alunos que usam cadeira de rodas ou outros equipamentos, facilitando pela remoção de barreiras arquitetônicas;Utilização de pranchas ou presilhas para não deslizar o lápis, suporte para lápis, presilhas de braço, cobertura de teclado, etc. .(op.cit)
Na escola inclusiva nos deparamos com vários desafios para o deficiente físico e são esses recursos que ajudarão esses alunos a terem sua autonomia e segurança, para que eles possam ser inseridos no processo de acessibilidade garantindo desta forma o ensino e aprendizagem.
A deficiência mental hoje identificada como déficits é um termo que se usa quando uma pessoa apresenta certas limitações em seu desempenho em tarefas cotidianas como as de comunicação, higiene pessoal e de relacionamento social que comprometem sua sociabilidade e desempenho educacional. As seguintes adaptações são sugeridas:
Posicionar os alunos ou alunas de forma que possa obter a atenção do professor; Estimular o desenvolvimento de habilidades de comunicação interpessoal; Encorajar a ocorrência de interações e o estabelecimento de relações com o ambiente físico e de relações sociais estáveis; Estimular a atenção do aluno e aluna para as atividades escolares; Estimular a construção de crescente autonomia do aluno, ensinando – o a pedir as informações de que necessita, a solicitar ajuda, enfim, a se comunicar com as demais pessoas de forma que estas sejam informadas de sua necessidade e do que esteja necessitando; Oferecer um ambiente emocionalmente acolhedor para todos os alunos. .(op.cit)
Os alunos com deficiência visual não constituem um grupo homogêneo, com características comuns de aprendizagem, sendo também, um erro considerá-los como um grupo à parte, uma vez que suas necessidades educacionais básicas são geralmente as mesmas que as das crianças de visão normal. As indicações para trabalhar com alunos com deficiência visual são as seguintes:
Sistema alternativo de comunicação adaptados as possibilidades do aluno, sistema de Braille, tipos de escrita com outros elementos (ilustrações táteis) para melhor compreensão;Posicionamento do aluno na sala de aula de modo que favoreça sua possibilidade de ouvir melhor o professor;Deslocamento do aluno para obter materiais ou informações pela disposição do mobiliário;Explicações verbais sobre todo o material visual apresentado em sala de aula;Boa postura do aluno, evitando – se os acidentes; Adaptações de materiais escritos de uso comum: tamanho das letras, relevo softwares educativos, em tipo ampliado, texturas modificadas, etc. Maquina de Braille, reglete,sorobã,bengala longa,livro falado,etc.;Organização espacial para facilitar a mobilidade e evitar acidentes: espaços entre as carteiras para facilitar o deslocamento, corrimão nas escadas, etc.;Materiais didáticos e de avaliação em tipo ampliado para alunos com baixa visão e em Braille e relevo para os cegos;
Braille para alunos e professores que desejarem conhecer a referido sistema;Materiais de ensino aprendizagem de uso comum: pranchas ou presilhas para não deslizar o papel, lupas, computador com sistema de voz e periféricos adaptados e etc.;Recursos ópticos;Apoio físico verbal e instrucional para viabilizar a orientação e mobilidade,visando á locomoção independente do aluno. .(op.cit)
Ainda sobre adaptações para alunos com deficiência visual o Ministério da Educação, indica as seguintes adaptações curriculares para com cegueira:
Posicionar o aluno ou aluna de forma a favorecer sua possibilidade e ouvir o professor; Dispor o mobiliário da sala de forma a facilitar a locomoção e o deslocamento do aluno ou aluna, e evitar acidentes, quando este precisar obter materiais ou informação do professor;
Dar explicações verbais sobre todo o material abordado em sala de aula de maneira visual; Ler, por exemplo, o conteúdo que escreveu na lousa; Oferecer suporte físico, verbal e instrucional para locomoção do aluno ou aluna, no que se refere à orientação espacial e a mobilidade; Utilizar os recursos e materiais adaptados disponíveis: pranchas, presilhas, para evitar o deslizamento do papel na carteira, lupa, material didático de tipo ampliado, livro falado, equipamento de informática, materiais desportivos como bola de guizo, etc.;Fazer uso de sinais tátil para sinalizar degraus e/ou direção. .(op.cit)
As pessoas com deficiência múltipla são aquelas afetadas em duas ou mais áreas, caracterizando uma associação entre diferentes deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações. As adaptações indicadas para esse tipo de deficiência segundo BRASIL, (2000b, p.13 - 14) são:
As adaptações de acesso para esses alunos devem ser consideradas as diferenças que essas deficiências apresentam distintamente e a associação de deficiência agrupada: (Surdez – cegueira), (deficiência visual – visual - deficiência mental), (deficiência física – deficiência auditiva),etc. As adaptações de acesso devem contemplar a funcionalidade e as condições individuais do aluno:Sala de aula que favoreça um bom ambiente para a aprendizagem como: ateliê, cantinhos agradáveis, oficinas e etc.;Acesso a atenção do professor;Materiais de aula: mostrar os objetos entregá-los brincar com eles, estimulando os alunos a utilizá-los;Apoio para que os alunos perceba os objetos,demonstrem interesse e tenha acesso a eles.
A inclusão de alunos com deficiência múltipla entre as deficiências citadas neste trabalha é a mais recente de todas no sentido de inclusão escolar, ela apresenta certos níveis de organização onde as pessoas envolvidas no processo de ensino aprendizagem terão a responsabilidade de selecionar e proporcionar atividades pedagógicas que permitam ao aluno apreciar seu nível de conhecimento e suas superações.
5 - A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E O ENSINO DE CIÊNCIAS
A busca por uma sociedade igualitária, por um mundo em que todos os homens gozem da liberdade de expressão e de crenças e que possam viver a salvo dos temores que afligem a sociedade contemporânea e que fogem da temível necessidade, por um mundo em que o reconhecimento da igualdade inerente a todos os seres humanos e da igualdade desses direito inalienáveis e o fundamento da autonomia, da justiça, e da paz mundial elaborou a Declaração Universal dos Direito Humanos, que representa um movimento internacional do a qual o Brasil faz parte.
A assinatura desse documento foi um marco na história dos direitos a das garantias individuais e coletivas do homem. O que ficou ali tutelado foi adotado na condição de princípios fundamentais a serem considerados quando da elaboração federal da constituição de 1988.
É importante ressaltar que o sistema jurídico brasileiro pode ser representado como uma pirâmide de normas hierarquicamente dispostas, cujo topo é ocupado pela constituição. Ao regular os dispositivos mencionados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a constituição deu máxima importância á matéria impedindo que qualquer outra norma ou Lei lhe negue a validade.
O artigo 5° da constituição e seus 78 incisos fundamentam o ordenamento jurídico brasileiro, legitimam a busca por uma sociedade igualitária, idealizada na referida declaração:
[...]
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
[...]
É importante destacar que de acordo com o artigo descrito acima, que prega a igualdade, devendo ser respeitada todas as diferenças de cada um conforme as regras de equidade.
De acordo com esses princípios, a Constituição dispõe sobre o Direito á Educação e a forma pela qual ela deve ser ministrada, avocando para o Estado e a família o dever de garantir aos cidadãos brasileiros o ensino que merecem.
[...]
Art. 205 - A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
[...]
Em 1990, a Declaração Mundial sobre Educação para Todos já recomendava medidas que garantissem a igualdade de acesso á educação aos portadores de toda e qualquer tipo de deficiência, como parte integrante do sistema educativo. Porém, foi em 1994, com a Declaração de Salamanca, na Espanha, que o projeto de escola inclusiva foi mais precisamente elaborado.
A conferência que deu origem a esse documento trouxe um novo contexto sobre o sistema educacional, ocasionando o texto constitucional e possibilitaram isenções importantes na política educacional e que constam na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 1996), no Plano Nacional para Educação (2001) e nas Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica (2001).
De acordo com a Declaração de Salamanca, 1994 onde estão explícitos os princípios, as políticas e as práticas da Educação para atender as necessidades especiais, baseadas no reconhecimento das diferenças na promoção da aprendizagem, bases essas, importantes para escola inclusiva.
Para Gland e Nogueira (2002, p.25), se a pretensão é garantir educação para todos, independentemente de suas especificidades deve – se assegurar que:
a oferta de uma formação que possibilite aos professores analisar, acompanhar e contribuir para o aprimoramento dos processos regulares de escolonização, no sentido de que possam dar conta das mais diversas diferenças existentes entre seus alunos.
A inclusão vem, portanto, questionar nas pratica vigente, considerando que qualquer pessoa que apresente limitações educacionais especiais tem direito obrigatório ao estudo em qualquer escola da rede municipal ou estadual de ensino que, possuam total orientação inclusiva, constituindo – se, assim, um dos meios mais eficazes de combate a atitudes discriminatórias quando cria um ambiente acolhedor ou uma sociedade inclusiva proporcionando, assim uma educação realmente para todos, que também garanta um ensino continuo e permanente a todos os espaços sociais, isto é, uma sociedade orientada pela valorização da diversidade humana, pelo respeito as diferenças individuais,pelas ações que possibilitem uma autêntica igualdade de oportunidades e a garantia dos direito a convivência social a que todos os seres humanos têm.
A inclusão como processo é gradativa, demanda tempo, conscientização e investimentos até que se perceba que a diversidade não se constrói em problemas, mas em oportunidades de enriquecimento pessoal e social.Adaptações curriculares podem ser de grande porte também chamadas de significativas, ou de pequeno porte denominadas ainda não significativas. De maneira geral, ambas podem ocorrer nas mesmas categorias diferenciando – se, principalmente pela instancia que por elas é responsável.
No que se refere ao ensino de ciências para pessoas com limitações no Brasil, não há referências didáticas e nem grandes estudos científicos na produção do conhecimento e metodologias que possam orientar o ensino de ciências para pessoas com limitações e este, é um dos nossos maiores desafios na atualidade procurar esforços para mais do que transmitir métodos que favoreçam o conhecimento desses indivíduos enfocando em uma cultura científica, na qual os resultados das pesquisas científicas e tecnológicas passam a “fazer parte” da vida da comunidade, a subsidiar a solução de questões da rotina diária dos cidadãos e esta responsabilidade, este compromisso com a inclusão social tem reunido, em torno de ações concretas, os mais diversos setores, grupos e instituições, dentre estas as escolas, e principalmente os museus e centros de ciência e cultura, por sua atuação informal e grande abrangência social.
Embora, em muitos casos, as ações nesta direção se refiram ainda a iniciativas ou projetos isolados de inserção de pessoas com necessidades especiais de aprendizado em escolas, a algum tipo de informação ou ao mercado de trabalho, tais iniciativas vêm cumprindo importante papel na conscientização e mobilização de outros segmentos da sociedade para o problema. O que se tem imposto ao professor é aplicar práticas pedagógicas acompanhadas de práticas conceituais; ou seja, relacionar os conceitos à realidade do aluno, dando significado e importância aos assuntos apresentados.
6 - METODOLOGIA
Como o estudo deste trabalho é de cunho exploratório, buscou – se os elementos que viabilizem o mesmo. Com esta metodologia de pesquisa, o instrumento de coleta de dados primários foi uma entrevista estruturada e semi – estruturada, coletiva, com a concordância de todos junto aos responsáveis pelo setor de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação (SEMED).
Segundo Previdelli (1996,p. 121):na maioria das vezes os trabalhos de cunho exploratório buscam criar os alicerces para uma investigação posterior mais profunda". Como se pode observar, a pesquisa exploratória é apropriada para estudos de fenômenos pouco conhecidos.
Assim, a escolha desse método justifica-se em função do propósito da pesquisa, que é o de conhecer a realidade da sala de recursos multifuncional de uma escola da rede municipal da cidade de Marabá cujo objetivo era saber como se dá o ensino e aprendizagem para alunos como limitações; qual a proposta pedagógica para alunos com limitações que freqüentam a sala de recursos. Logo depois da entrevista feita, baseada na temática pesquisada na Secretaria Municipal de Educação, foi realizada uma entrevista coletiva, com a concordância de todos os entrevistados na sala de recursos de uma Escola pesquisada. Este tipo de entrevista apresenta certo grau de estruturação, com um guia que relaciona as questões de interesse baseado na temática.
Para não comprometer a instituição observada e seus respectivos educadores entrevistados, usou – se o método de não identificar os entrevistados e assim foram atribuídos pseudônimos tanto para a escola onde existe a sala de recursos quanto para os educadores responsáveis pela mesma.
A Escola Ecologia fica situada no núcleo Cidade Nova Bairro Novo Horizonte. A sala de recursos é composta por duas professoras, graduadas em pedagogia, as aulas com esses alunos deficientes ocorrem sempre em horários contrários a sua freqüência na sala de aula regular, enfatizando que a sala de recursos é realmente é uma sala de apoio.
Entende – se que atendimento educacional especializado é aquele que estrutura e disponibiliza o serviço que auxiliarão o professor na sala regular, nesse sentido a sala multifuncional vem ajudar na didática do professor.
Sala de recursos multifuncional são espaços da escola onde se realiza o atendimento Educacional especializado para os alunos com necessidades educacionais especiais, por meio de desenvolvimento de estratégias de aprendizagem centrada em um novo fazer pedagógico que favoreça a construção do conhecimento pelos alunos, subsidiando – os para que desenvolva o currículo e participem da vida da escolar. (BRASIL, 2006, p.13)
A disseminação do modelo de educação inclusiva, nomeadamente pela inclusão de alunos com condições de deficiência na escola regular, origina novos desafios para formação de professores. Já não se trata de formar professores para alunos que são educados em um modelo segregado, mas sim, professores capazes de trabalhar com deficiência com turmas heterogêneas para, isto, é necessários um novo olhar sobre os saberes, competências e as atitudes que são necessárias para se trabalhar com classes inclusivas. As adaptações nos procedimentos didáticos e nas atividades de ensino e de aprendizagem referem – se a como ensinar os componentes curriculares. Conforme os PCNs, BRASIL (1999, p. 30):
Toda educação verdadeiramente comprometida como exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que satisfaça suas necessidades pessoais – que podem estar relacionadas às ações efetivas do cotidiano, à transmissão e busca de informação, ao exercício da reflexão.
Vale ressaltar ainda, a importância das estratégias quanto à formação, a inovação e à valorização das partes essenciais. No decorrer desta pesquisa, foi identificado o processo de ensino aprendizagem dos alunos “incluídos” na sala de recursos de uma Escola Municipal da Cidade de Marabá – PA.
A metodologia de coleta de dados deste trabalho utilizou – se os recursos de uma entrevista estruturada bem como a observação da sala de recursos multifuncional para obter respostas das seguintes questões: 1) Como é trabalhado o ensino de ciências na sala de recursos? Esta pergunta foi feita com o objetivo de identificar os assuntos abordados e da forma que ele é trabalhado; 2) Quais os recursos mais utilizados para se trabalhar o ensino de ciências? Pergunta feita no intuito de observar o material didático, lúdico que os profissionais da área utilizam para transmitir o conhecimento da disciplina para seus alunos; 3) Quais os recursos utilizados que dão melhor resultado? Esta indagação foi feita no sentido de colher os recursos que alem de serem os mais utilizados são também, na visão dos educadores os que dão melhor resultado no processo de aprendizagem; 4) Sugestões para melhorar o ensino de ciências na sala de recursos? Questionamento importante, realizado para indagar aos professores quantos e que tipos de melhorias poderiam ser feitas para que seu trabalho seja mais proveitoso, para uma excelente obtenção do que se espera na sala de recursos.
As respostas desse questionário encontram – se nos anexos desse trabalho.
7 - RESULTADOS E DISCUSSÕES
Como enfocado no procedimento metodológico a coleta de dados foi dividida em entrevistas e observações da sala de recursos de uma escola da rede municipal da cidade de marabá – PA. O objetivo da observação da sala de recursos foi conhecer como os alunos com deficiência interagem com a metodologia e de que forma acontece a interação desses alunos com a professora no que se refere ao ensino de ciências.
Vale ressaltar que a proposta pedagógica indicada pela Secretaria Municipal de Educação, baseia – se no modelo de ensino regular, proposta pelo MEC, a qual não corresponde as expectativas de aprendizagens dos alunos ditos normais, daí observa – se como é essa proposta para os alunos deficientes, destacando que estas necessitam de ações inovadoras
O primeiro grande passo para termos bons resultados quanto à aprendizagem na sala de recursos é romper com o preconceito, é mudar a concepção da valorização do estereótipo de perfeição.
A escola deve esquecer a idéia de que o aluno tem que se adequar a ela, pelo contrario, ela deve elaborar propostas, projetos que possam torná – los mais favoráveis ao aluno, dando – lhes recursos para enfrentar desafios, tais procedimentos serão de grande diferencial, assim, ao discorrer de tema de ciências, entende – se que pouco se aborda no que se refere às metodologias que abrangem o sentindo da vida, da criação, reprodução entre outros temas que são de importância para vida de todos os alunos independente de suas limitações.
Nesse sentido percebe – se que a questão do processo de inclusão discutida amplamente pelos referenciais teóricos deste trabalho dar a entender que existe atualmente poucas pesquisas acadêmicas no que se refere ao assunto, e este vem dar mais uma contribuição para que se continue a busca pela tão sonhada inclusão para que se perceba o quanto é importante que todas as escolas adotem políticas que promovam a inclusão. Pode – se afirmar ainda a importância do Ensino de ciências para essas crianças ditas especiais.
Em suma, por ser pouco explorado o Ensino de Ciências nas salas de recursos multifuncional, compreende – se que os alunos enfrentam grandes dificuldades em desenvolver suas capacidades em aprendizados na disciplina, devido à falta de conhecimento de utilização dos recursos para proporcionar uma aula mais dinâmica que seja abrangente aos conhecimentos de sua clientela.
Diante da problemática evidenciada na pesquisa sugiro que os professores construam alternativas diferenciadas de ensino de ciências a partir de:
Jogos pedagógicos adaptados para atender às necessidades educacionais especiais dos alunos, como aqueles confeccionados com simbologia gráfica, utilizada nas pranchas de comunicação correspondentes à atividade proposta pelo professor, ou ainda aqueles que têm peças grandes, de fácil manejo, que contemplam vários temas e desafios para escrita, no que se refere ao ensino de ciências.
Livros didáticos e paradidáticos impressos em letra ampliada, em Braille, digitais em Libras, com simbologia gráfica e pranchas de comunicação temáticas correspondentes à atividade proposta pelo professor; livros virtuais, livros falados, livros adaptados com velcro e com separador de páginas, dicionário trilíngüe: Libras/ Português/Inglês e outros;
A inclusão é uma estrada sem fim a ser percorrida com muitas barreiras que estão sempre em questionamento em nossas concepções e precisamos de muitas reflexões,e estar sempre procurando parcerias em busca de superá – las.
REFERÊNCIAS
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KIRK, S. e GALLAHER, J. Educação da criança excepcional. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
APÊNDICE A
Este questionário é parte integrante do texto do trabalho de conclusão de curso que tem como o tema: Inclusão: O Ensino de Ciências na Sala de Recursos Multifuncional de Uma Escola da Rede Municipal e de Ensino Público da Cidade de Marabá – Pará.
QUESTIONÁRIO APLICADO AO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL DA SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO (SEMED)
Existe uma proposta pedagógica para trabalhar na sala multifuncional?
Quanto à formação dos professores da sala multifuncional existe uma formação para os mesmos?
APÊNDICE B
QUESTIONÁRIO APLICADO AOS EDUCADORES DA SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL
Dados da instituição e dos entrevistados
1 – Número de professores que atuam na sala de recurso?
2 – Nomes? Quanto tempo trabalhando com educação especial?
3 - Tempos de estudo e de convivência com os alunos
4 – Número de alunos na sala de recursos multifuncional?
5 – Quais a limitações de sua clientela?
6 – Freqüência dos alunos na sala de recursos multifuncional?
7 - Qual o nível de instrução de cada professora da sala multifuncional?
8 – É feito algum acompanhamento com a família dos alunos que freqüentam a sala multifuncional?
9 – Como é trabalhado o ensino de ciências na sala multifuncional?
10 – Quais os recursos mais utilizados para trabalhar o ensino de ciências?
11 – Quais as sugestões para melhorar o ensino de ciências na sala de recursos multifuncional?
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